quarta-feira, 26 de maio de 2010

Água, o bem maior, onde?


Acreditem,ainda existem lugares onde a água não chega pelas torneiras,chuveiros,em Manaus por exemplo,há lugares onde nem a encanação das ruas foram feitas isso é um absurdo!
Ainda mais em época de eleição,onde a politicagem se torna mais aterrorizadora do que em qualquer dia do ano,políticos prometem acabar com a falta de água em algumas regiões do Brasil,mas o que acontece na realidade é que as promessas se tornam simplesmente,”promessas”!

fonte: http://afinsophia.wordpress.com/category/falta-dagua/

Mais informações

Neste site você encontra mais informações e dicas de como a água é importante para nosso consumo diário fique ligado e preserve a água ;)

SITE : http://www.brasildasaguas.com.br/

Obrigado por visitarem nosso blog.

Atenção!

O consumo diário médio de água por pessoa nos grandes centros urbanos brasileiros oscila entre 250 a 400 litros do recurso natural. O volume é mais que o dobro do considerado ideal pela Organização das Nações Unidas (ONU) fixado em 110 litros/dia. O Brasil ainda detém o recorde de desperdício de água por habitantes. Todos sabemos que o nosso país detém o maior armazenamento de água potável do mundo, porém isso não é motivo ou justificativa para gastarmos tanta água. O que se faz necessário é a conscientização da população, devemos pensar globalmente mas agir localmente, todos devem fazer a sua parte para que as próximas gerações poção usufruir também deste bem tão precioso e que é de todos.

autores: Leonardo Lau, Tiago Capponi, Geraldo Rodrigues, Carlos Scheleder e Marcelo Alves

Chargee


Antigamente os homens faziam a guerra para conquistar terras.




Do jeito que a coisa vai, não demora muito e os homens vão guerrear por um pouquinho de água...

LIMPA

Infelizmente essa está sendo a nossa realidade atualmente, mas é possível começar a reverter essa situação, afinal, você quer que a busca pela água se torne tão intensa a ponto gerar conflitos entre povos? Acreditamos que não, e é por isso que estamos tentando alertar de que todos nós podemos colaborar, com simples ações como se auto-conscientizar e conscientizar o próximo, não deixar torneiras ligadas, cuidar com encanamentos que possam gerar perda de água, divulgar projetos que promovam a conservação da mesma, entre outros meios. Não se preocupe se as economias geradas no seu bolso são mínimas, cada gota conta e cada pessoa faz a diferença cuidando para o mundo.

fonte: http://www.uniagua.org.br/

ÁGUA, GOTA DIVINA

ÁGUA É GOTA BENZIDA, É GOTA SAÍDA
DO SEIO DA TERRA, NO MEIO DA SERRA,
P’RA VIDA TRAZER.
ÁGUA, QU'É GOTA DIVINA, QUE REGA A CAMPINA,
QUE MOLHA A SERRA, FECUNDA A TERRA,
P’RA VIDA VIVER.

É GOTA TÃO PURA, QUE FAZ A FARTURA
NAS PLANTAS, NO CHÃO.
É GOTA, É VIGOR, QUE ABRANDA O CALOR
DO SOL DE VERÃO.

É ÁGUA DO CÉU, DA NÚVEM EM VÉU,
QUE VEM P’RA FORMAR
OS RIOS E VAZANTES, OS LAGOS BRILHANTES,
AS ONDAS DO MAR.

OH ÁGUA, SE ÉS GOTA DIVINA,
QUE A TODOS FASCINA,
SE ÉS VIDA DO SER.
POR QUE? O HOMEM MALDOSO,
VORAZ, AMBICIOSO,
NÃO PÁRA P’RA VER,
QUE UM DIA, QUE LOGO VIRÁ
E TU PARTIRÁS
SEM NADA DIZER.
E O HOMEM, VORAZ, SEM CLEMÊNCIA
NA PRÓPRIA INDOLÊNCIA
IRÁ PERECER.

OH ÁGUA, QUE ÉS GOTA DIVINA,
ACORDA, ILUMINA,
OS HOMENS DE BEM!
LHES REGA O CHÃO DA CONSCIÊNCIA,
DESFAZ A INDOLÊNCIA,
A INCÚRIA, O DESDÉM!
LHES ABRA, OH GOTA BENZIDA,
OS OLHOS P’RA VIDA,
QUE VAI MUITO ALÉM!
FAZ QU’ELES, QUAL GUARDAS DA VINHA,
TE SALVEM, GOTINHA;
SE SALVEM, TAMBÉM!!!

autor: J. P. Chacon
Sorocaba - SP

terça-feira, 25 de maio de 2010

A fórmula da água mudou... e para pior!


Não. A fórmula da água não é H2O. Pelo menos não na cidade de Natal. Segundo dados do Ministério Público a contaminação dos poços por nitrato ultrapassa os 50%.
Isso surpreende a todos os profetas apocalípticos de plantão. Que o planeta está condenado a sofrer as consequências da crise futura da água potável isso todo mundo já cansou de ouvir. A diferença é que, em Natal, esse triste futuro já chegou. Pra quem pensava que essa catástrofe só iria atingir as nossas gerações futuras, é um impacto e tanto...
Não contamine,preserve!

fontes: http://www.nominuto.com/noticias/cidades/populacao-de-16-bairros-esta-consumindo-agua-contaminada/338/
http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/contaminacao-por-nitrato-e-crescente/144104

Brasil faz projeto no dia mundial da água

O projeto foi baseados no capítulo 18 da Agenda 21, que tem como objetivo geral assegurar a manutenção da oferta adequada de água de boa qualidade para toda a população do planeta e a preservação das funções hidrológicas, biológicas e químicas dos ecossistemas.
Na data de hoje, portanto, vale lembrar que, no país que possui 12% do potencial hídrico do planeta, mais de 17 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável. O principal desafio do país seria garanti a qualidade, e não a quantidade, da água disponível.
“A questão da quantidade tem sido mais bem enfrentada. Mesmo no Semiárido, hoje os problemas estão sendo resolvidos, com grandes canais, grandes açudes. No Sul e Sudeste, a questão da qualidade sempre apareceu como o grande problema e no Nordeste começa a preocupar”, disse o diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Varella, à Agência Brasil.
Segundo levantamento realizado em mais de 2 mil pontos de monitoramento em 17 unidades da Federação, apenas 9% dos pontos foram considerados ótimos. Cerca de 70% têm Índice de Qualidade da Água (IQA) considerado bom; 14%, razoável; 5%, ruim; e 2%, péssimo.
O IQA considera níveis de coliformes fecais, temperatura, resíduos e outros aspectos. “Junto das grandes metrópoles, onde há gente demais, mesmo onde tem água, a situação fica complicada. É preciso ter investimentos e uma gestão muito adequada ”, diz o diretor.
Entre as áreas críticas estão a Bacia do Alto Tietê (SP), o Rio São Francisco e o Rio das Velhas (MG) e as bacias dos rios Jaguaribe, Cuiá, Cabocó, Mussure (PB).
Além do IQA, o monitoramento da agência mede a qualidade de água pelo Índice de Estado Trófico (IET) e pela estimativa da capacidade de assimilação das cargas de esgotos.
O diretor da ANA calcula que sejam necessários cerca de R$ 20 bilhões para investir na proteção dos mananciais que abastecem os centros urbanos, mas defende uma mobilização da sociedade em favor da conservação e do uso consciente da água. “Os grandes gerentes da água somos nós mesmos. Temos que nos transformar em atores e agir no dia a dia, com mais economia na hora de tomar banho, de lavar o carro”, diz.
Desde 1993, os países participantes do Dia Mundial da Água organizam eventos para promover a conscientização sobre o uso dos recursos hídricos. Este ano, o tema para ações é “Água Limpa para um Mundo Saudável” e é possível visualizar um mapa com os eventos que acontecem no mundo todo no site do World Water Day.
No Brasil, estão inscritas atividades no Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia e São Paulo.

fonte: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/dia-mundial-da-agua-tem-acoes-no-pais-22032010-4.shl

Acesso a água é direitos humanos , confirma a ONU !

Mundo Saudável

O tema das comemorações este ano é 'água limpa para um mundo saudável', e ressalta que a qualidade e a quantidade dos recursos hídricos estão em perigo. Ban lembra que a água insalubre causa mais mortes do que todas as formas de violência, incluindo a guerra.
A especialista independente das Nações Unidas sobre água e saneamento, Catarina de Albuquerque, disse à Rádio ONU, de Coimbra, em Portugal, que o acesso à água potável é uma questão de direitos humanos com graves implicações para a saúde, educação e segurança pessoal das crianças.

Falta de Higiene

"O tema das comemorações deste ano do Dia Mundial da Água é a qualidade. E a qualidade tem um efeito negativo sobre a população em geral mas esse efeito é mais exacerbado nas crianças porque elas são mais vulneráveis", afirmou.
Catarina de Albuquerque é uma das signatárias de um comunicado preparado por vários relatores das Nações Unidas para a área de direitos humanos sobre o Dia Mundial da Água.
Segundo dados da ONU, cerca de 1,5 milhão de crianças com menos de cinco anos morrem anualmente devido à falta de higiene e acesso à água potável.

fonte : http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/177824.html

Mundo Longe ao acesso da água

O acesso a serviços como água potável e saneamento básico continua inadequado na maior parte dos países em desenvolvimento de acordo com o 3º Relatório das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Mundial dos Recursos Hídricos, divulgado no 5º Fórum Mundial da Água, que termina neste domingo (22), em Istambul, na Turquia.
Se o cenário atual for mantido, cerca de cinco bilhões de pessoas - ou 67% da população mundial - vão continuar sem esgotamento sanitário em 2030.
Dessa forma, a perspectiva de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) relativos à água em 2015 é ao mesmo tempo promissor e alarmante. De um lado, a atual tendência leva a crer que 90% da população terá acesso a boas fontes de água potável no prazo estipulado. De outro, o progresso em termos de esgotamento sanitário, deve continuar insuficiente.
O objetivo estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2000 é reduzir pela metade, até 2015, o percentual da população sem acesso sustentável a uma fonte adequada de água potável e a saneamento.

África
No que diz respeito à água potável, o mundo está próximo de alcançar as metas estabelecidas nos ODM, a não ser pela África Sub-Saariana, onde cerca de 340 milhões de pessoas ainda não têm acesso ao recurso natural.
Contudo, os países ainda estão longe de alcançar o objetivo de saneamento. Só na África, meio bilhão de pessoas não têm acesso a esgotamento sanitário. De acordo com a ONU, os esforços devem ser redobrados para superar esse atraso.
Segundo o relatório, a ligação entre pobreza e recursos hídricos é obvia, pois o número de pessoas que vivem com menos de US$ 1,25 por dia coincide, quase que totalmente, com o número daqueles que vivem sem água potável.
O principal impacto dessa situação é observado na saúde, de acordo com o documento. Quase 80% das doenças em países em desenvolvimento estão associadas à qualidade da água e causam cerca de três milhões de mortes por dia.

fonte: http://www.portalodm.com.br/mundo-esta-longe-de-acesso-a-agua-potavel-diz-relatorio-da-onu--n--49.html

terça-feira, 4 de maio de 2010

Apenas 25% do Esgoto é tratado

Os números do saneamento básico mostram que o Brasil ainda tem muito a avançar na data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) comemora o Dia Mundial da Água. O índice médio de coleta de esgotos no país é de 69,7%, sendo que o tratamento atinge apenas 25%. Os números são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do Ministério das Cidades.
A ONU elegeu 2008 como o Ano do Saneamento e deve recomendar aos países a formulação de políticas públicas para universalizar o acesso a esse serviço. "No mundo todo, 2,6 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento e estão expostas diariamente a doenças, como diarréia e cólera", aponta o representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Turbino.
Os números de coleta e tratamento de esgotos no Brasil refletem diferenças regionais históricas do país: no Sudeste, o índice de coleta é de 91,4%, já na região Norte, não chega a 9% das habitações. "Temos uma distribuição desigual do desenvolvimento e, evidentemente, a conseqüência disso é que as políticas públicas muitas vezes também acompanham esse desnível. [A diferença] é decorrência da falta de políticas de saneamento no âmbito nacional em sucessivos governos", avalia secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Luciano Zica.
Entre as capitais, as diferenças chegam a mais de 90%. Enquanto em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre a coleta de esgoto atinge quase toda a população (com índices superiores a 85%), em Porto Velho, apenas 2,2% têm saneamento básico. Os dados fazem parte de um relatório do Instituto Socioambiental (ISA), que traça um panorama do alcance de sistemas de saneamento no país.
"Um dos principais desafios do Brasil é a coleta e tratamento de esgoto, em especial nas áreas mais urbanizadas. Tivemos um período muito grande de descaso, há um déficit a ser cumprido. Temos que parar de transformar o Brasil, que é o país dos rios, no país dos esgotos", alerta uma das coordenadoras do ISA Marussia Whately.
Além de investimentos em programas de saneamento, Whately também aponta a necessidade de políticas específicas para tratamento de resíduos sólidos, avaliação compartilhada pelo representante do MMA. "A questão do ambiente urbano e dos resíduos sólidos foram agregadas ao debate dos recursos hídricos, que até bem pouco tempo eram políticas bem desfocadas. Teremos condições de trabalhar de forma harmônica segmentos que têm impactos diretos na qualidade da água; não há como dissociar a questão do lixo da boa gestão da água", avalia Zica.
O Ministério das Cidades prevê a aplicação de R$ 40 bilhões até 2010, no chamado PAC do Saneamento, em referência ao Programa de Aceleração do Crescimento. A previsão de investimentos precisa ser cumprida para que o país alcance a meta estabelecida pela ONU nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

fonte: http://www.agrosoft.org.br/agropag/100332.htm

Uso Consciente

O brasileiro gasta, em média, 40 litros de água a mais que o total de 110 litros per capita recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Dia Mundial da Água (22/3), a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Instituto Socioambiental (ISA) sugerem algumas mudanças de hábito para reduzir o desperdício no uso doméstico.
"É importante trabalhar com a consciência de que estamos lidando com um recurso que é finito, cada vez mais escasso e que passa por uma série de processos até chegar a nossa casa. A conservação é responsabilidade de todos: seja da concessionária de saneamento, diminuindo as perdas; sejam dos prefeitos evitando a degradação de mananciais; seja do consumidor final evitando o desperdício e o uso desnecessário", lista uma das coordenadoras do ISA Marussia Whately.
A agência e o instituto têm campanhas específicas sobre conservação dos recursos hídricos. Confira algumas medidas para evitar o desperdício:

1- Reduzir em cinco minutos o tempo de uso do chuveiro elétrico. A economia pode chegar a 48 litros de água por banho;
2- Trocar bacias sanitárias por modelos mais eficientes para evitar vazamentos;
3- Instalar medição individualizada em cada apartamento, no caso de edifícios residenciais;
4- Reutilizar a água do último enxágüe da máquina de lavar para a limpeza doméstica e para dar descarga nos banheiros, por exemplo;
5- Instalar equipamentos poupadores, como torneiras que regulam a vazão e evitam o desperdício.

fonte: http://www.agrosoft.org.br/agropag/100332.htm

Mercantilização e Contaminação dos recursos Hídricos

Com base no argumento de que o acesso à água é um direito fundamental, ativistas da Organização Não Governamental (ONG) Defesa da Vida estão colhendo assinaturas para garantir o abastecimento gratuito de pelo menos 45 litros de água tratada por dia por habitante. "É o mínimo necessário para o ser humano sobreviver, tenha ele condições [financeiras] ou não, já que água é fonte essencial à vida", defende Leonardo Morelli, secretário-geral da Defensoria da Água, comitê criado pela ONG em 2004.
Na avaliação de Morelli, as empresas de abastecimento e saneamento estão assumindo posturas de mercado na gestão dos recursos hídricos. "É cada vez mais privatista. Não pagou a conta, corta [o abastecimento]".
Baseada em cerca de 500 mil notificações recebidas de consumidores, a ONG produziu o relatório O Estado Real das Águas no Brasil, divulgado na última semana. De acordo com o documento, mais de 43% das reclamações referiam-se a tarifas e dificuldades em pagar as contas de água. A segunda maior causa de notificações foram denúncias e relatos de contaminação das águas. Entre 2004 e 2008, a poluição de rios, lagos e lagoas cresceu 280%, de acordo com o relatório.
Os dados, segundo Morelli, apontam para três causas principais para o avanço da contaminação: as atividades do agronegócio e da indústria, "porque utilizam produtos tóxicos e acabam jogando os resíduos nas águas, sem metodologia ou tecnologia de tratamento.
O relatório lista as dez empresas mais poluidoras das águas no Brasil, de acordo com prejuízos provocados aos recursos hídricos por ações ou omissões em relação a vazamentos ou depósitos irregulares de resíduos. Na lista estão a Petrobras, a Shell, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Gerdau, a Votorantim, a Brasken, a Fundição Tupy, a Cargill, a Aracruz a Celulose e a Vale.
Procuradas pela reportagem, a maior parte das companhias não respondeu as denúncias por afirmar desconhecimento do relatório. A CSN, apontada como responsável pelo armazenamento de substâncias consideradas cancerígenas, respondeu que o resíduo em questão, a escória, é classificado como "não-perigoso" pelas regras de certificação brasileiras. A empresa afirmou ainda que divulga anualmente seu passivo ambiental e que atua sob registro de autoridades públicas ambientais.
Apesar de considerar "preocupante" a situação das águas no Brasil, o secretário-geral da Defensoria da Água aposta em medidas "positivas" para reverter o atual quadro, entre elas a gestão integrada dos recursos hídricos, a proteção de reservas consideras estratégicas para o país, como o Aqüífero Guarani, mais controle sobre as atividades industriais e do agronegócio e investimentos em ciência e tecnologia para fomentar pesquisas sobre o tema.
"Além disso, temos condições de levar à OEA [Organização dos Estados Americanos] a proposta de uma organização latino-americana de defesa da água e da biodiversidade. Há uma demanda internacional muito forte e tem que haver um contraponto à política da OMC [Organização Mundial do Comércio], que tende à mercantilização desse recurso natural".

fonte: http://www.agrosoft.org.br/agropag/100332.htm

Desperdício da Água no Brasil

Os números fazem parte de um relatório do Instituto Socioambiental (ISA), que traça um panorama do alcance de sistemas de saneamento básico e do volume de desperdício de águas no país. De acordo uma das coordenadoras do ISA Marussia Whately, as perdas são causadas por vazamento nas redes de abastecimento, sub-medição nos hidrômetros e fraudes.
"A maioria das capitais – 15 das 27 – perdem mais da metade da água produzida", de acordo com o relatório. Porto Velho, capital de Rondônia, é a campeã em desperdício, com 78,8% de perda. As cidades de Rio Branco, de Manaus e de Belém também têm índices superiores a 70%. O desperdício nessas capitais seria suficiente para abastecer quase cinco milhões de habitantes.
De acordo com a superintendente de Produção de Água da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Tânia Baylão, a redução de desperdício passa por garantia de investimentos nas redes e atendimento rápido de notificações de vazamentos.
"Combater a perda tem que ser uma diretriz básica, temos inclusive uma linha de financiamento prioritária para isso". O Distrito Federal é a unidade da federação com o menor registro de perda na distribuição, com 27,3%.
Além da perda na distribuição, o relatório também apresenta um mapa do consumo doméstico de água e mostra que a média nacional, de 150 litros per capita, está 40 litros acima do recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória, o consumo ultrapassa 220 litros por dia.
"Infelizmente, o brasileiro acha que como temos bastante água no Brasil, não é preciso economizar. Pelo contrário, temos regiões em que se você dividir o volume de água pela população, podemos considerá-las como áreas de déficit hídrico, como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo", explicou o chefe das assessorias da Agência Nacional de Águas (ANA), Antônio Félix Domingues.
A representante do ISA Marussia Whately aponta a conta de água conjunta em condomínios residenciais como uma das causas do alto consumo em regiões urbanas. "O usuário acaba não tendo o mesmo cuidado com o aumento do consumo de água assim como tem com a conta de luz", compara. Ela defende que "pequenas transformações em hábitos diários podem gerar grandes mudança" e acredita que a conscientização é uma das ferramentas para diminuir o desperdício.

fonte: http://www.agrosoft.org.br/agropag/100332.htm